Surgiu a internet na década de 50, em plena guerra fria, nos anos 60, a ideia se
efetivou nos Estados Unidos e na União Soviética, mas, apenas sete anos depois,
1962, é que a internet realmente foi criada. Passados, apenas 59 anos, temos
uma extraordinária revolução tecnológica e vivemos um processo acelerado de
evolução.
Vivemos mais de que nunca numa sociedade de classes e não vamos nos reportar
muito atrás, vamos só situar a partir do século 20, onde passamos a ter um
enfrentamento bem maior na concentração de renda, e uma enorme aceleração
dessa concentração e do distanciamento ainda maior entre opressores e oprimidos,
tudo graças ao gigantesco volume de trabalho apropriado pelo capital e
transformado em uma boa grande parte em tecnologias, ferramentas, instrumentos,
etc, cada vez mais avançadas, na comunicação.
Vamos aqui nos concentrar em uma rápida e superficial reflexão sobre a
dominação e o papel da comunicação nessa dominação. Do papel da
comunicação no estabelecimento do poder, dos espaços de poder, na acumulação
ou não, que se possa ter, ou não, no fundamental na busca de respostas que
oprimidos possam ou não dar. E nós, enquanto povo, gente, oprimidos: progressista
de esquerda, envolvidos na construção da cooperativa roda de conversa, ou em
milhares de outras iniciativas, como tal, que resposta podemos ou devemos dar?,
ou melhor ainda, o que somos capazes de produzir?, que respostas precisamos
dar? a favor dos oprimidos. também no campo da comunicação, em todos os níveis,
que seja, em estrutura, produção, edição, divulgação, etc.
E não basta simplesmente fazemos uma boa leitura e talvez termos uma análise da
realidade concreta da hegemonia que estabelece as classes dominantes através de
poderosíssimas estruturas, milhões de ações, ferramentas, instrumentos, etc na
área da comunicação, eles, as redes da mídia hegemônica, como agentes do
capital, ou melhor o próprio, é a estrutura a ser combatida, a ser vencida, é preciso
apresentar caminhos, é preciso buscar caminhos para enfrentar e disputar essa
hegemonia, essa influência, essa presença no dia a dia das amplas massas do
povo, nos 80%. e ser o terror dos 20%, que são os 1% os machos alfas do capital
dominante e seu exército de 19% de ricos e riquinhos de toda a natureza, que são
os capatazes da linha de frente do capitalismo.
Vivemos a disputa do poder daquilo que é permitido disputar, o sistema
estabelecendo um grande leilão, uma grande disputa, uma grande maratona de
conflitos, por uma fatia irrisória de espaços de poder. E então, temos a influência
sobre as amplas parcelas das massas populares, nesse sentido é feita essa
comunicação de forma estrutural através dos diversos veículos de comunicação:
Rádios, TVs, Jornais, Revistas, campanhas publicidades e agora, mas no século
2O /21, a internet tem a sua criação e o seu desenvolvimento, com as redes sociais,
os aplicativos, a era digital e dos logaritmos, que de maneira avassaladora
estabelece uma profunda e sistemática vinculação de comunicação e dependências,
com parcelas cada vez maiores da população do planeta.
Como responder de forma revolucionária essa realidade. Talvez tudo nos leve a
perguntar, se somos capazes de enfrentar os desafios que estão colocados na
disputa do poder, e em qual o lugar de destaque que está a comunicação?, que
importância devemos dar? e o tamanho dos esforços de investimentos que
devemos empreender? A resposta a esse desafio, penso que, deve ser contundente
e qualificada, para responder a altura do tamanho deste desafio. Congregar forças
populares na formação e construção de estruturas democráticas e populares, que
vão de encontro à responder os desafios postos, para contribuir para superar a
opressão capitalista.
Desenvolver sim experiências individuais: blogs, portais, rádios comunitárias,
produção das redes sociais Enfim uma série de pequenas micros estruturas de
comunicação, mas isso não é suficiente, não basta, precisamos sim é possível sim
construir algo maior, podemos e devemos congregar, congregar em uma única
estrutura, uma frente conjunta do máximo de forças progressista de esquerda
possível em um esforço conjunto e mesmo mantendo e desenvolvendo as suas
ações e produtos nesse campo.
Acreditamos que é possível, e o necessário, e estamos dia a dia construindo uma
estrutura de comunicação progressista de frente ampla de esquerda, que possa se
desenvolver nos próximos anos para patamares efetivos e de crescente volumes
profissionalização, de produção, edição, veiculação e consequentemente patamares
cada vez maiores de audiência. A construção da cooperativa roda de conversa, é a
melhor resposta a ser dada no combate às mídia hegemônicas e seus filhotes em
nosso estado.
João Pessoa, 02 de fevereiro de 2021
Vladimir Dantas
Editor da TV RC e coordenador da Cooperativa Roda de Conversa.




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