
Muito se discutiu ao longo das duas últimas semanas na imprensa, nas rodas políticas e nos rincões do Brasil sobre duas questões tidas como importantes.
Primeiro se a manifestação neonazista convocada por pastor neopentecostal para 25 de fevereiro na av. paulista na Capital Bandeirante será um sucesso ou um fracasso?
Segundo quando Bolsonaro será preso?
Quando Adolf Hitler convocou os vários encontros e comícios famosos de Nuremberg, entre 1923 e 1938, ele já tinha sido preso, escrito sua obra testamento “Mein kampf” saído da prisão, obtido a maioria de votos para o parlamento alemão, o Reichstag e forçado o Marechal Von Hindenburg a nomeá-lo Chanceler, em janeiro de 1933.
Von Hindenburg morreu em 1934 deixando o caminho livre para Hitler tornar-se chefe supremo do Terceiro Reich e Fuher und Reichskanzier.
Os Comícios de Nuremberg, Encontro Nacional do Partido (Reichsparteitag) era a demonstração máxima de poder do partido Nazi de Adolf Hitler.
Hitler tinha poderes absolutos. Conseguiu estabilizar a economia que antes tinha inflação galopante, estabelecido a economia de guerra voltado para esforços de desenvolvimento de uma máquina de guerra poderosa e feroz, com a sua Blitz krieg (Guerra relâmpago) e suspendido os pagamentos dos encargos da dívida imposto pelo Tratado de Versalhes (1919), que impunham graves sanções econômicas ao Estado e povo alemão, por ter provocado e perdido a I Grande Guerra.
A Alemanha só viria a quitar as dívidas do Tratado de Versalhes em 2010.
Comparando com a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, este, perdeu as eleições e deixou o cargo debaixo de sérias acusações de furto de jóias do Estado, venda e retrovenda de relógios, depósito de 800 mil reais nos EUA, onde se refugiou para supostamente comandar um golpe de Estado.
Em baixa portanto na condição de perda de poderes e respondendo a tais investigações.
Entretanto, o ex-presidente resolveu dobrar a aposta e convocar uma grande manifestação Neste dia 25 de fevereiro de 2024 para mobilizar parte de seus eleitores.
Mas, o que pretende demonstrar Bolsonaro com esta mobilização?
Primeiro é pertinente lembrar que, o ex-presidente, está encurralado em um Inquérito Instalado pelo Supremo Tribunal Federal, para que a Polícia Federal investigue e conclua um relatório acerca de quem organizou, financiou, comandou e participou de uma tentava de golpe no dia 08 de janeiro de 2022, na primeira semana do novo governo eleito e empossado que derrotou Bolsonaro em suas pretensões de reeleição.
Segundo o Bolsonaro convoca pelo seu assecla, pastor Silas Malafaia, uma manifestação após uma operação realizada pela Polícia Federal – PF, em que seu passaporte foi apreendido e uma vasta documentação deixou claro, apoiado por um vídeo de reunião gravada, que o presidente é o possível, comandante geral e supremo da tentativa de golpe.
Bolsonaro não é o Fuhrer, não é mais presidente, não possui como tinha Hitler poderes absolutos e está sendo investigado pelos seus crimes.
Não tem o comando absoluto das forças armadas, pelo contrário, seus vários generais e outros subalternos respondem ao mesmo inquérito.
Ele destruiu a economia, comprometeu 400 bilhões de reais para tentar virar o jogo e ganhar um novo mandato e fracassou.
Agora vai ter que responder pelos seus supostos crimes, de provas tão robustas e irrefutáveis.
Não adianta 1 patriota reverso ou um milhão de comparsas na avenida paulista neste domingo. É irrelevante.
Aliás não se surpreendam se os aloprados não se matarem e não propiciarem vários incidentes, tão comum quando uma horda fascista se infiltra e insufla a massa.
Bolsonaro, após a reunião do seu partido, Nationalsozialistsche Deutsche Arbeite partei (Vulgo PL), na paulista, seguirá inelegível por duas vezes em dois processos no TSE e será fatalmente condenado a até trinta anos de prisão por ser o comandante supremo, O FUHRER, da tentativa de abolição violenta do Estado Democrático e de Direito do 08 de janeiro.
Portanto o 25 de fevereiro não muda em nada a situação e o processo contra o ex-presidente.
Já a pergunta de quando ele será preso, agora é uma escolha pessoal dele. Basta violar um dos motivos, ou se adequar a figura típica das razões para a prisão preventiva. Pode ser na segunda feira dia 26 ou aguardar pelos “Processos de Nuremberg”, onde os nazistas foram condenados.
Watteau Ferreira Rodrigues
Advogado e militante político do PCdoB.




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