Quando eu morava em Moscou, e passei 5 anos estudando lá, terminei uma carreira de Filologia e Linguística Russas. TIVE , muitas surpresas durante esse tempo, e aqui vou relatar o um por cento que me remeteria muitos anos depois a passar da URSS a Rússia, e lógico, considerar que GORBACHOV foi um  INTERREGNO, que nem sempre aprovei. Durante meus estudos  na URSS, eu era bolsista  e recebia minha bolsa todos os meses. Assim,  como me pagavam o quarto, tinha cozinha, lavabo e ducha de graça, e até a roupa de cama e banho, logo só pensava em estudar e empapar-  me  da cultura daquele povo que havia ousado mais  do que os franceses depois  de sua revolução. Nos anos que passei lá e nos cursos de verão aos quais fui pelo menos 3 vezes, totalizando 8 viagens entre São Paulo e Moscou, fiquei uma  teporada se ir poisa útia vez tinha skdo ao congresso da MAPRIALL., Sigla da  Uiniao Academica Internacional dos PROFESORES DE LÍNGUA E LITERATURA RUSSAS., ONDE EU DEI UMA palestra comparando o russo ao  kraho – língua indígena brasileira, e ressaltando o que o estudo do russo e da L inguística me haviam outorgado.   ENQUANTO  isso a única televisão do prédio das moças, gritava todas as noites, a  briga da GUERRA FRIA .  Naquela época eu não me interessava por política, mas ela não me era de todo indiferent   e. Afinal falava-se muito em política em casa. Lá, minhas colegas brasileiras – ma diziam que na  URSS havia um racismo ao revés              , ou seja, quanto mais escuro de pele  você fosse , as chances de ter suas reivindicações ou protestos atendidos, era maior. Confesso que eu não sabia disso, mas nunca fui discriminada, nem meu colega ucraniano que estava na  mesma classe, nem meu colega espanhol, nem a amiga judia, que era a mais achegada a mim. ela defendia Lenin todo o tempo.. Se criticávamos algo  da faculdade, do que fosse ela se saía com essa frase: _ Se Lenin estivesse vivo, isso não aconteceria.

   Lembro-me que certa vez eu quis brincar ao telefone com uma amiga da Indonésia, imitando Brejhnev . Pra que  (ponto de interr.). Recebi o maior pito. _”Que lá´ isso era perigoso, que lá isso não se fazia, que alguém podia me ouvir, etc.  Na época  não entendi. Ùpik – era o nome dela – não entendia nem queria entender de politica, mas estava casada com um grande médico que, seguramente pertencia ao partido comunista da Indonésia  e, que , se não tivesse deixado o país, seguramente estará morto. o  fato da URSS tê-lo acolhido era  que importava.  Imitar Brjjhnev usado seu número telefônico, era símbolo de ingratidão . Lembro-me que ela  mencionou uma zona militar, onde ninguém podia visitar. Eu não tinha  nenhuma intenção de visitar um campo cheio de soldados, cabos, sargentos etc, e rápido esqueci da bronca. Havia tanta coisa bonita, histórica para se visitar na RÚSSIA,  e também na URSS, logo…   Por que estou contando esses eventos e descrições  ( ponto de interr, ) Para ver, entender, comparar o militarismo político de antes, com uma sociedade que lutava por uma certa igualdade e que, apesar dos esperneios gritantes dos EEUU, continuava tentando Perguntei a BALÁNDINA, minha professora de Literatura russa do 1o. ano: _ Se o estado comunista vai resolver tudo, então não vai sobrar nada para ser feito.  BALÁNDINA – me respondeu imediatamente: _ Então eu acho que vai ser ainda mais interessante viver!  

(seguirá)

por Roselis Batistar

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