
O que ocasionalmente serve de referência a população mais discriminada é um conjunto de letras que mais parece, agora uma ‘trava’ línguas! Sim, LGBT está indo ao desuso e agora está cada vez se convencionalizando usar: LGBTQIAPNB+.
A presente coluna não pretende fazer apologia ao que se segmenta na sociedade ou descrever um complicador, mas tentar propor introdutoriamente uma sequência para explicar as diversidades que estão postas em cada identidade representada em cada letra.
Sumariamente, L diz respeito as mulheres lésbicas, G aos gays, B para as pessoas bissexuais, o T para a população de travestis e pessoas transexuais, Q de queers, na verdade a palavra queer, tradução dela: estranho, queer é um termo anglo vocabular ressignificado, pois foi uma palavra considerada pejorativa no século XIX, que atualmente denominada àquele diferente ao “cistema”. I pessoas intersexos, A pessoas assexuais e pessoas aliadas à população LGBTQIAPNB+, P para pessoas pansexuais e poliamores e NB para pessoas não binárias, o símbolo matemático + ainda é o indicador de outros sujeitos que não se sentindo parte ou representado na sigla possa reivindicar seu devido espaço de visibilidade.
O polêmico acrônimo já foi menor nos anos de 1900 no século passado, ora GLS o qual desperta saudosismo em muita gente que se constrange em falar o novo referente da população. Em meados das primeiras décadas do século XXI já havia a inclusão da letra T, fato bem peculiar, pois as pessoas travestis foram, durante bastante tempo, consideradas gays mais femininos, assim ocorria uma invisibilidade e desconhecimento dessas pessoas na sociedade, dessa maneira: GLBT e LGBT permaneceram ligadas a comunicação formal e popular.
Curioso saber que o G e o L permutaram de lugar devido a plenária final da I Conferência Nacional GLBT realizada em 2008, no evento, lésbicas e travestis compreenderam que o machismo predominantemente patriarcal no movimento é algo a ser combatido, assim resolveram reivindicar a mudança, que logo foi aceita, mesmo com a resistências de alguns grupos de gays. Não obstante ainda houve o fortalecimento B, a partir de sua inclusão, a Conferência de 2008 é considerada um divisor de épocas quando se historiciza o ativismo das dissidências de gênero e sexualidade no Brasil.
A sigla procura também, de maneira sucinta, trazer as diferenças em expressão de sexualidades (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Pansexuais e Assexuais); Identidade de Gênero (Travestis, Queers, Não Bináries) e a questão ligada ao corpo ou fator biológico, pauta das pessoas intersexos, que são seres humanos que nascem com os sexos ambíguos, em outros tempos foram denominadas de hermafroditas, termo que por eles é abolido. Diante destas questões percebemos que o questionamento das diversidades é ontológico e não só uma mera definição casual calcada no convencionalismo.
Se atualmente percebemos que as pessoas hétero cis endossexos sentem-se reivindicadoras de visibilidade é um fator que consideramos importante para que a retórica da puridade humana não seja ainda mais invisível e que com isso, a partir do reconhecimento das existências de pessoas LGBTQIAPNB+ se consiga atingir um estado emancipatório para a consolidação do bem-estar social a quem já é tal massacrado por causa de ser o estranho, o diferente.
Deste modo interessa o reconhecimento dos sujeitos da sigla serem aceitos e assegurados no seu direito à dignidade e aos que nela não estão o direitos de defender a dignidade que continuamente é ameaçada.




Deixe um comentário