
Já não sei em que estação me encontro,
Tem um céu de marcante cinzento,
O calor infernal da estufa abafada,
Folhas mortas em telhado histórico.
Caminho central, por ruas de jambeiros,
Marcante chão de tapete colorido,
São flores de jambo,
Não sei se tarde no outono ou na primavera cedo.
Estação do Ponto de Cem Réis,
Margeando o Cassino da Lagoa,
Das passeatas de sessenta e oito,
Da tencionada João Pessoa.
Chegou a estação da resistência,
Onde a destemida menina Lourdes Meira,
Enfrentava corajosamente os batalhões, de Osório e Caxias,
Contra a censura, tortura e repressão.
Primeiro de abril e oito de janeiro,
Serão reprovados e passageiros,
Não se apagarão da memória,
Para que não se repita.
Marchemos em silêncio,
Por todos que enfrentaram e padeceram,
É na estação da flor do jambeiro,
Que o novo sempre vem!
Watteau Ferreira Rodrigues
Advogado e Militante Político




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