Roselis Batistar

Cada grão de objeto que tocaste
Ou coisa pequena e desamparada que compadeceste…
Cada observação incomum dos surpreendentes
Os de mente clara
Que avassalava a atenção
Desses entes curiosos
Uns simplórios
Outros pendentes
Às vezes amorosos…
Fitavam-te!
E tu seguias…
Cada grão ou semente que cobriste
Com tuas mãos de observador singular
Cobrava força e criava rocha.
Tu endereçavas olhares
Porque tu, meu pai,
Atravessava -lhes a alma!
E na paródia de certas glórias insensatas
Tu escrevias a nata da verdade
Sobre entrecortadas linhas
Tortas como a horta estéril
Que se abria sob a terra fria
Mostrando aos inocentesT
anta intrigaT
anta hipocrisia!
REIMS, FRANCE




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