No Dia da Terra em 2024 é importante destacar o papel de cada entidade governamental e não governamental no progresso no combate às mudanças climáticas. Este é um evento anual que representa pessoas, governos e comunidades que se esforçam diariamente para proteger o planeta, com sua beleza e seus recursos naturais, assim como a biodiversidade da Terra.

Dia da Terra, cuja finalidade é criar uma consciência sobre os problemas da contaminação dos recursos naturais, preservação da biodiversidade entre outras preocupações ambientais para proteger o planeta Terra, foi criado pelo senador norte-americano, membro do partido Democrata e ativista ambiental, Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970.

A primeira manifestação aconteceu em 22 de abril de 1970. Foi uma iniciativa para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social levou o governo dos Estados Unidos a criar a Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de normas legais com a intenção de proteger o meio ambiente.

Ainda no ano de 1972,  foi celebrada a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude das catástrofes ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para parar com elas;

O Dia da Terra é uma efeméride que pertence a todos e todas e não está ligada apenas a uma entidade ou organização, nem está relacionada com posições meramente políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas;

O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e da importância do uso racional, à educação ambiental e à participação das pessoas conscientes e responsáveis;

No Dia da Terra todos deveriam estar comprometidos em participar de atividades que promovam a preservação do nosso planeta, tanto em nível global como regional;

Quando surgiu na década de 1970 o Dia da Terra, que era um movimento universitário, logo converteu-se em um importante acontecimento educativo de importância global. Os grupos de ecologistas utilizam a data para avaliar os problemas do meio ambiente do mundo: a contaminação do ar, da água e dos solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais que são extintas e a devastação dos recursos não renováveis. Utilizarmos dessa data para apontar soluções que permitam diminuir os efeitos nocivos das atividades humanas é providencial. Incluir planos de reciclagem de materiais manufaturados, logística reversa, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais  para a manutenção da vida como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. Tudo isso pode e deve ser colocado em pauta em reuniões de planejamento estratégico de todos os governos e empresas privadas o quanto antes.

Se nada fizermos para diminuir o sofrimento do planeta em relação ao aumento da temperatura global, a Terra se tornará em breve um lugar inóspito onde a manutenção da vida se tornará cada vez mais improvável. Se não houver planeta para morar não adiantará ter toda fortuna do mundo sem poder aproveitar os recursos naturais. Em países da periferia do capitalismo será cada vez maiores catástrofes em decorrência do aquecimento global. E nos países centrais o capitalismo financeiro irá levar a ruína todo arranjo produtivo para continuar a ter lucros enquanto a pobreza e a miséria só aumentam.

Em 2025 o Brasil foi escolhido durante a COP28 em Dubai para sediar a COP30. Este ano, a COP29 será no Azerbaijão, país localizado entre a Ásia e a Europa. Pela primeira vez a ser realizada na Amazônia, a COP Belém, será o marco de 10 anos do Acordo de Paris, a principal convenção climática da ONU, assinada em 2015 durante a COP21, na França. O documento estabeleceu metas para a redução de emissões de gases causadores do aquecimento global. Teremos a chance de avançar nas discussões sobre desigualdade social e os efeitos danosos causados pelo aquecimento global.Após a aprovação do Brasil como sede da COP30, Marina Silva, a ministra do Meio Ambiente, agradeceu a indicação do grupo de países da América Latina e do Caribe para o país sediar o encontro e anunciou a escolha da cidade de Belém. “É com grande satisfação que informo nossa decisão de realizar a COP de 2025 na Amazônia brasileira, um bioma essencial para conter o aquecimento global”, complementou a ministra.

Em 2009, o governo da Bolívia levou para a ONU uma proposta, que foi aceita, de renomear o Dia da Terra para Dia Internacional da Mãe Terra, para romper com o paradigma de que a Terra pertence à humanidade e lembrar que nós humanos pertencemos à Mãe Terra.

A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.”.

Trecho retirado da carta da Terra

Leonardo Silva
Educação Física | Analista de Negócios | Analista de Suporte  | Linux Registered User # 487563
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