
Ocorrerá nesta próxima sexta-feira, 17 de maio de 2024, uma sessão pública na Assembleia Legislativa convocada pelo vereador Marcos Henrique e a deputada Cida Ramos, ambos atendendo uma reivindicação do Movimento do Espírito Lilás – MEL e da Associação de Travestis e Transexuais da Paraíba – AspTTrans que por sua vez representam o Fórum Paraibano LGBTQIAPNB+.
O dia 17 de maio, é importante para a população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queers, Intersexos, Assexuais, Pansexuais, Poliamores e Não Binaries, por causa da retirada da homossexualidade da CID pela OMS em 1990. Assim, atendeu-se uma reivindicação antiga, naquela época do movimento homossexual ou movimento gay. Essa foi uma pauta das primeiras gerações de militância deste movimento, justificando, assim a popularização dessa data em âmbito internacional.
De acordo com as entidades do Fórum Paraibano LGBTQIAPNB+ os índices de violência e ameaças as pessoas LGBTQIAPNB+ está preocupante, iniciamos o ano com o terrível caso de homofobia na Embrapa cuja vítima um homem gay cis teve acesso a vários xingamentos e depreciações a sua voz, aparência e personalidade, o rapaz quase ficou traumatizado em continuar no seu trabalho. Até então, ataques as travestis e transexuais, muitas vezes resultando em suas mortes, tem preenchido as fontes de notícias, frequentemente o discurso transfóbico é utilizado nos comentários de assassinatos a essas pessoas, sempre desumanizando as pessoas trans quase como justificativa aos assassinatos.
Em meio a esse cenário, o Fórum das entidades LGBTQIAPNB+ realizará uma marcha contra as opressões e os preconceitos na praça dos Três Poderes seguidamente de uma Sessão Pública na plenária da Assembleia Legislativa que contará com momentos de reivindicações ao poder público diante do cenário de permanente violência, insegurança alimentar e desemprego que aflige essa população.
O neofascismo, o reacionarismo conservador e o discurso de ódios em redes sociais e noutros espaços são os principais motores dessa situação de insegurança no Brasil, a Paraíba não fica imune a isso. Sabemos que nos anos anteriores, 2011 e 2014, o estado já alcançou alarmantes casos de mortes e insegurança para LGBTQIAPNB+ e isso já causa nas entidades do Movimento grande temor em relação a estabilidade social.
Uma das reivindicações que será frequente da sessão é uma reunião com o poder executivo do estado e com seu secretariado cuja finalidade e saber como as políticas públicas na área da defesa social e empregabilidade consigam reverter tais circunstâncias.




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