CREIO que já disse que depois da queda da URSS, desinteressei – me bastante daquele país. Eu pensei isso, mas acompanhava as notícias da RÚSSIA em todas as publicaçóes que encontrava , em qualquer língua que pudesse entender. Lembro-me que antes da Perestroika e da  Glásnost , das quais tanto falaram na época de GORBATCHOV, houve aquele período sombrio que era indefinível,  bagunçado, ilusório e cheio de desilusão, principalmente para os mais velhos. Não estou falando só dos aposentados, mas dos que perderam os seus empregos, as suas residências – apartamentos muito baratos, com calefação excelente e quase de graça.;.- importantíssimo para um território super frio durante oito meses ao ano.    , No chamado ocidente capitalista, e na própia Rússia, escutei ou li, que se tratava de um povo sem iniciativa, esperando tudo do governo! De dentro escutei e vi como os produtos nas lojas russas eram vendidos muito baratos aos turistas que pagavam em dólar ,  desvalorindo ainda mais o rublo. NEM vou falar da lavagem cerebral!  EM  outras palavras, vi de dentro o desmonte  da URSS . Mas essa  breve introdução é para  esclarecer o “interesse’ americano em ajudar com a “democracia” que estaria se implantando na antiga URSS.na nova RÚSSIA: Os americanos não se preocuparam em instalação de nada – nao fazia falta, a boa espionagem americana podia até ser menos intensa. Politicamente o pais estava indo de mal a pior,  a vodka corria nas altas instâncias e Yeltsin era só um exemplo.  As vovós teriam que trabalhar porque com suas aposentadorias miseráveis ,não alcançava para comer todo o mes – já haviam vendido todos os seus íconos, chales de lã, e o que puderam esvaziar de suas casas, ou passavam o dia sentadas numa sala de museu controlando com os olhos,  durante horas seguidas, os visitantes. E os mais jovens esperavam o brilho, dançavam  e estudavam inglês.,Aí apareceu alguém que ousou arrumar aquele caos

               Mas o mundo está muito rápido, e em pouco tempo a põr ordem na casa apareceu alguém e com mao forte e conhecimento: Vladimir Putin. Observador, inteligente e sem medo de trabalho, decidiu ir ao capitalismo, mas respeitando o passado, fazendo ao seu modo. Teve um primeiro mandato, um outro , tomou o governo seu conhecido  e talvez amigo, MEDVEDEV – cujo nome bem russo significa, “aquele que carrega mel,” e depois, mais recentemente, V. Putin voltou ao poder, num momento de afrontamento com a OTAN  que o atiça constantemente, num momento de várias crises, numa luta em que ele é obrigada ter “muito jogo de cintura”. Em poucas palavras,   em poucos anos  Putin foi organizando a casa, que não é pequena, que é multi-étnica, multi cultural, multilingue.  Para ele, algo é certo: a Rússia é para os russos.

   Por esse desenvolvimento, os gringos, eternos inimigos, não esperavam. Como querem dominar a todos, “tomar emprestada as riquezas do solo e subsolo, “, encher os outros  com suas decisões em tudo: educação, leituras, filmes, jornais repletos de sua maldita “democracia”, forçar o país  a guerrear com seus vizinhos, e ficar olhando da janela , certos de que é bom dividir prá reinar. Mas bateram na porta errada: SANÇÕES. Claro. Mas a Russia não é Cuba. A Rússia de Putin superou todas elas,todas as sanções, a popularidade de Putin beira os 80 %. A inflacão desse país é a menor da Europa  ,  e da Uniao europeia  A taxa de desemprego faz inveja à França, por exemplo.  E como se não bastasse, querem saber como se explica que a Rússia tem um exército tão bem armado, uma aeronáutica e uma marinha tão modernas – perguntam eles e  outros. A resposta é simples: 

 1–os anos de Guerra Fria, na época da URSS, o país se cuidava  e dedicava muito dinheiro e atençao áquelas forças que os protegeriam. Isso por um lado;o mais importante, segundo eu.

2 —  Por outro,  vencer de  novo, como o fizeram na Segunda Guerra – mas os russos odeiam a guerra, e não querem outra; ( eu sei que estão pensando na Ucrânia, mas digo e repito, os russos não queriam essa guerra. Já virá o momento de explicar)

3 — a Educação não parou e os anos de URSS lhes ensinou sua importância: se nao é o 1o. país do mundo na formação de engenheiros, matemáticos físicos, especalistas em computação, cibernétca e ciências afins, “je donne ma langue au chat’ – como dizem os franceses; minha mãe dizia a expressão equivalente; “eu mudo de nome’. Antes que isso aconteça, falaremos da demonização de Putin pelos gringos na próxima semana.

continuará

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