As disputas políticas estão na roda.
Para dentro e para fora dos partidos a batalha já está sendo travada.
É o momento de termos maior clareza sobre a oportunidade que temos nas mãos com as eleições que se avizinham. O caminho é a política e o instrumento, o pleito eleitoral.
Todo mundo sabe disso.
O que precisamos atentar e contribuir junto à cada cidadão/cidadã, deve ser a construção de diálogos precisos, eficazes, transformadores, que atentem para a lógica e a valorização que damos aos cargos que estão disponíveis para serem ocupados em cada eleição.
Todos são importantes no modelo de governança que temos, é verdade, mas para consolidarmos a máxima que “todo poder emana do povo”, precisamos inverter a ideia do “poder que mais pode”.
Temos o hábito de olhar de cima para baixo estabelecendo um grau de importância: primeiro presidente, e na sequência senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Não é de forma displicente o gênero na frase aqui por mim colocada. A preferência pelos homens na política e em espaços de comando ainda é uma realidade concreta. Apenas quando é para serem desqualificadas, as mulheres assumem a dianteira.
Mais mulheres na política, com certeza é uma emergência democrática! Não há como termos uma democracia plena sem a nossa ampla participação.

Assim como não há como a roda girar de forma correta se não damos o devido destaque àqueles e àquelas que são a base da disponibilidade dos cargos eletivos. A importância de vereadores e vereadoras nessa disputa que se aproxima deve ser considerada. Hoje temos mais de 58 mil vereadores/vereadoras espalhados/as em todo Brasil.
Um verdadeiro exército que, se bem formado, pode fazer a diferença no território brasileiro, na política e na vida das pessoas.
Precisamos levar ao conhecimento da população o que eles/elas, de fato, representam na teia do poder formalmente constituído e como podem prestar um melhor serviço. Sem os cuidados com a raiz nenhuma árvore dá bons frutos!

Precisamos debater sobre o fenômeno da criminalização e desvalorização da política que temos presenciado, especialmente nos últimos anos no Brasil. Usando o discurso de “combate a corrupção”, e “em nome de Deus’, muito mal tem se praticado contra à nossa democracia. Isso tem como uma das consequências o enfraquecimento do pleito eleitoral em si, algo que precisa ser enfrentado com a ampliação da consciência sobre o assunto.
Sabemos que as Eleições são a energia vital do sistema democrático. Sem eleição não há democracia. O processo eleitoral não se contém, não se completa e não se encerra em cada eleição específica.
Como uma PARTE de um jogo, cada eleição é diferente, é um episódio singular. Os resultados podem até se repetirem, quase sempre por vício do processo, mas cada eleição é única.
O Brasil, atualmente, administra um sistema eleitoral com eleições a cada dois anos. Os municípios que em tese são a base do sistema político e também são a base administrativa da organização nacional, assim as eleições municipais são preparadas para eleger os Chefes dos Executivos Estaduais, os governadores, o chefe do Executivo Nacional, o Presidente da República e as Câmaras do Poder Legislativo, as Assembléias Legislativas, a Câmara dos Deputados e a cada eleição, alternadamente, 1/3 e 2/3 do Senado Federal. São pleitos eleitorais da mesma importância. Precisamos enxergar esses momentos como oportunidade e nossa colaboração para a vida no coletivo, nos territórios municipais e em toda nação.
É nos municípios que ocorre a vida do cidadão, é aí que ele nasce, se educa, cuida de sua saúde, mora, estuda, trabalha, curte seu lazer e busca a segurança para os afazeres da vida.
Os vereadores/ vereadoras e o Prefeito/Prefeita são autoridades eleitas para exercer a gestão do município, o que significa assegurar o sucesso de Políticas Públicas e ações de gestão que assegurem os direitos dos indivíduos e por consequência, do coletivo social.
Escolher bem essas autoridades é papel do eleitor e por isso ele é o agente mais importante do processo eleitoral. Somos todes responsáveis por essa mudança
O eleitor é o grande agente mais importante do processo eleitoral. Perante a lei eleitoral todos os votos têm o mesmo valor e é a soma de cada voto, um mais um, que gera o total dos votos que elegem um candidato. A eleição pode ser decidida por um voto e ninguém vai saber se aquele voto foi do mais humilde eleitor ou do mais ilustre votante. Nesse sentido todos são iguais e secretos.
No Brasil o voto é obrigatório. Há quem defenda que ele não deveria ser obrigatório, deveríamos votar quando quiséssemos participar das eleições. Acho simpática essa opção, mas não há como negar que em nossa sociedade ainda em formação na vida democrática, a obrigatoriedade, vai garantindo o necessário processo da participação. O eleitor deve valorizar o seu voto e isso se dá quando ele escolhe dá-lo aos melhores candidatos ou candidatas, já que esse é o mote do processo de escolha: eleger os melhores para as funções para as quais se realizam as eleições.
O voto não é uma mercadoria que deva ser vendido, trocado, doado, ofertado por gentileza, gratidão ou mesmo amizade. O voto é um crédito que o eleitor concede a quem busca exercer um cargo por eleição e o crédito dá ao eleitor o direito de cobrar a realização das promessas assumidas pelo candidato ou candidata – o que o torna merecedor do voto. Não devemos perder de vista aquele ou aquela que ajudamos a eleger, cobrando, participando do exercício do mandato.
O voto é o modo de expressar a nossa vontade em um ato eleitoral. É um testemunho de apoio a algum, uma causa, um projeto, um plano. Entre vários candidatos que buscam o nosso voto procuramos escolher o melhor. Sempre há. O melhor é aquele que, no momento, reúne as melhores condições para o exercício do cargo a que se propõe disputar. O melhor pode não ser nosso parente, amigo, vizinho, colega de trabalho, da escola… mas, seguramente, o melhor é aquele ou aquela que reúne inequívocas condições para o exercício do cargo que disputa. Devemos ver a história dele/dela, sua experiência, sua capacidade técnica, seus potenciais, procurar conhecer suas idéias o que pensa, diz e faz, quais são seus planos para o exercício da função, como ele/ela os escolheu e construiu, sua capacidade de ouvir e se explicar, a sinceridade e carência de gestos e atividades.
Quem o compra o voto, sabe que já pagou por ele e não terá mais compromisso com quem vendeu e nem respeito. Trocar o voto por emprego é outro engodo, pois é certo que não terá segurança nele e estará sempre devedor do favor recebido.
Como em todo processo, a mudança é salutar. Por isso os candidatos têm prazo para dar ao eleitor a oportunidade de mudar os atores , de evitar que alguém ou grupo permaneça no poder por longos períodos que podem gerar vícios administrativos e práticas políticas que precisam mudar.
As eleições estão se vestindo para desfilar sua beleza na avenida! Devemos estar cientes e atuantes. Queremos alguma mudança? Queremos uma sociedade melhor? mais justa, igualitária? Queremos justiça e direitos garantidos? O caminho é a política e a oportunidade é o voto! Vamos participar!

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