
Lá pelos anos 30, Plínio Salgado retornou de uma visita à Itália encantado com os preceitos do fascismo. Em pouco tempo conseguiu criar mais de quatro mil células de seu partido – ALIANÇA INTEGRALISTA BRASILEIRA espalhadas pelo Brasil afora.
De quebra, o nazismo em alta se instalando em 18 Estados brasileiros.
A Segunda Guerra impondo derrota estupenda ao nazifascismo e o gado recolheu-se.
Mas aí, o mundo deu algumas voltas e lá em 2016 o ultraconservadorismo nazifascista ressurge nos EEUU montado na figura histriônica de Trump. E focos renitentes de governos fascistoides se consolidando em países do leste e ocidente europeu.
No Brasil, o extremismo desenfreado do Capitão começou a abrir as porteiras do curral com o auxílio luxuoso da mídia direita-volver alimentando o antipetismo; a religiosidade conservadora do evangelismo invadindo periferias e outra praças; o catolicismo se desgarrando das lições cristãs da Teologia da Libertação e o lema fascista DEUS, PÁTRIA E FAMÍLA atraindo evangélicos e católicos que se acreditam cristãos.
Fale-se também da competência da direita sem cabresto e sem pudor invadindo redes sociais com verdades distorcidas e mentiras ostensivas.
E foi desse caldo de cultura que se extraiu vitórias importantes do conservadorismo, com o avanço sem precedentes dos partidos que transitam do centro à extrema direita – PSD, MDB, PP, PL( o partido com maior crescimento).
O PT nasceu na maternidade do sindicalismo, assistido pelos ‘obstetras’ da igreja progressista e da intelectualidade. Nasceu com cara e coração da esquerda puro-sangue.
Conforme foi se chegando ao poder, foi se amoldando às regras e engrenagens do poder real, manuseado pelo fervor monetário e a competência indiscutível dos inquilinos da Casa Grande.
E foi seguindo por essa rota que as primeiras gestões petistas foram perdendo a pureza ideológica, para caminhar com desenvoltura pelas trilhas da centro-esquerda.
Ocorre que o Congresso mais conservador da história, conectado com os mugidos das urnas municipais, conforme expectativas dos entendidos, deve impor a outrora esquerda puro-sangue passear no calçadão do Centro ideológico.
No ocaso da gestão bolsonarista 33 milhões de brasileiros iam dormir de barriga vazia.
Em discurso na ONU a sensibilidade social de Lula fala em “acabar com a fome no Brasil como fizemos em 2014”.
A mensagem da última eleição parece indicar que a maioria dos brasileiros, de barriga cheia ou vazia, estão mais interessados em seguir o lema fascista – Deus, Pátria, Família.
E nessa caminhada, cinco bilionários seguem botando no bolso o equivalente a renda dos 100 milhões de brasileiros que habitam os rincões e grotões de nossa Pátria Mãe Gentil.
Sebastião Costa – médico




Deixe um comentário