Foto: Jornal A Verdade

Na tarde da última quinta-feira (05), a conta oficial do Jornal A Verdade no Instagram foi suspensa. O banimento definitivo foi confirmado na manhã do dia seguinte (06), em mais um episódio que levanta preocupações sobre a liberdade de imprensa nas redes sociais controladas por grandes monopólios digitais.

Com mais de 100 mil seguidores, a conta era uma das principais vozes da imprensa independente e de esquerda no Brasil, trazendo conteúdos do jornal impresso, reportagens do site e material exclusivo em vídeo.

O perfil ficou conhecido por cobrir pautas diretamente ligadas às lutas populares, como a tentativa de despejo na Favela do Moinho (SP), mobilizações contra as privatizações, ações organizadas pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) contra a fome e pelo direito à moradia, greves de diversas categorias e mobilizações estudantis. A página também mantinha posição firme nas denúncias contra o genocídio do povo palestino.

Para a equipe do jornal, a retirada da conta do ar representa um ataque direto à liberdade de imprensa e à circulação de ideias fora do espectro dominante das grandes corporações. Segundo nota divulgada pela redação, “ao contrário do que dizem políticos fascistas e os donos das Big Techs, a internet no capitalismo não é um espaço de liberdade de expressão, mas de controle da informação”.

Mesmo com a censura, o Jornal A Verdade segue ativo em suas frentes de atuação em todo o país, com brigadas levando o jornal a bairros, fábricas e transportes públicos em centenas de cidades.

Hoje, com mais de 40 mil exemplares por edição, o Jornal A Verdade se consolida como o jornal independente que mais cresce no Brasil, reafirmando seu compromisso com as lutas do povo trabalhador e com a defesa do socialismo.

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