Durante anos, o Brasil foi palco de uma ofensiva coordenada contra dois pilares fundamentais da vida nacional: a democracia e os direitos sociais. No centro dessa ofensiva, Jair Bolsonaro não governou — ele guerreou. Guerreou contra a Constituição, contra os trabalhadores, contra os aposentados. E tudo isso com o discurso do “combate à corrupção” ou da “liberdade”, enquanto por trás se costuravam privilégios para os de cima e miséria para os de baixo.
Bolsonaro atacou o sistema eleitoral, ameaçou o STF, incentivou atos golpistas e protegeu militares golpistas. Seu governo flertou com a ditadura e tentou transformar o ódio em política de Estado. Não se tratava apenas de um autoritarismo de ocasião — era um projeto de poder sustentado na destruição das instituições democráticas e no silenciamento da maioria pobre e trabalhadora.
Mas enquanto os holofotes estavam voltados para as falas absurdas e as polêmicas diárias, uma tragédia silenciosa se aprofundava: o ataque brutal aos aposentados e pensionistas.
Sob o pretexto de “combater privilégios”, Bolsonaro avançou com a Reforma da Previdência — uma reforma feita sob encomenda para os bancos e para o capital financeiro. O resultado? Milhões de brasileiros tiveram que trabalhar mais, contribuir mais e receber menos. Aposentar-se virou um privilégio, e não um direito.
O arrocho veio junto com a inflação. Enquanto os preços subiam, o governo congelava reajustes e deixava os aposentados à própria sorte. Cortes no INSS, filas intermináveis para perícias, desmonte da estrutura pública. Tudo isso afetou diretamente quem mais precisa: os idosos, os doentes, os que dedicaram a vida inteira ao trabalho e, ao final, foram tratados como descartáveis.
Mais que incompetência, foi crueldade calculada.
A lógica era clara: destruir o que é público, empurrar os mais pobres para a informalidade, entregar tudo aos tubarões do mercado. E se alguém ousasse reclamar, era tratado como inimigo da nação.
Agora, com Bolsonaro fora do poder e seus crimes sendo expostos, não podemos permitir que se apague a memória do que foi seu legado. A história precisa ser escrita com a verdade: seu governo foi um golpe diário contra o povo brasileiro — especialmente contra os aposentados e contra a democracia.
Mas o povo resiste. E só haverá justiça quando houver reparação.
É hora de reconstruir, sim. Mas sem esquecer: nunca mais Bolsonaro, nunca mais o silêncio diante do retrocesso.

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