
Nunca amei ninguém que ficou.
O amor vem, me enche de esperanças
Se lambuza no meu melhor
E vai embora.
Partem o meu coração
E eu me reconstruo sozinha
Colo cada pedacinho que foi quebrado
Sempre estou em passagem
Nunca serei ninho de passarinho.
Acho que sou feita de tantos pedacinhos
Que virei uma ponte
Que leva alguém para outro alguem
De meus braços para outros abraços.
Não queria ser uma ponte
E sim um ponto final em uma estação de trem
Onde tem alguém te esperando com flores e um abraço
E agradecendo por minha chegada.
-Djanira Meneses
Djanira Meneses da Silva
Atriz, escritora, diretora, dançarina, professora, presidente da Academia Solanense de Letras. Um nome que ecoa na arte e na alma do Brejo Paraibano. Nascida em Santa Rita, Paraíba, Djanira Meneses da Silva encontrou em Solânea, desde os dois anos de idade, não apenas um lar, mas um território fértil para semear sonhos, poesia e arte. Historiadora formada pela UEPB, escolheu trilhar um caminho onde a cultura pulsa como ferramenta de transformação e encantamento.
Seu primeiro contato com o teatro foi em 2000, e desde então, Djanira nunca mais deixou os palcos – nem como atriz, nem como diretora. Atuou em peças e Curtas memoráveis como Non Grata, Vermelho e Branco Imortais, Eu, a Solidão e os Anjos e no espetáculo poético da Cia Fascinart O Cordel do Vento. Como diretora, assinou dezenas de montagens que marcaram o público, entre elas os musicais A Floresta Encantada, Cats, O Pequeno Príncipe e O Mágico de Oz, especialmente na cidade de Belém-PB.




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