Dos ratos, dos bueiros e das velhas ruas dos bairros… 
Cercado por abutres que fazem da minha dor seu alimento. 
E ao invés de escapar, eu os segui, 
percebendo que a vida deles é mais fácil do que eu imaginava. 
Lugares onde a fraqueza de todos é sua caça, 
e a presa de outros, seu sustento. 
Estão sempre vigiando, à espera do momento certo 
para devorar o que encontram. 
Como uma gangorra, oscilam para cima e para baixo, 
entre aqueles com quem discuto, 
buscando quem é o mais imbecil, 
quem guarda o ego mais frágil. 

Malditos sejam os seres humanos, 
que se matam e matam outros seres vivos, 
infelizes e apáticos, 
semear guerras, doenças e genocídios, 
em nome de guerras santas. 
E quando tudo for tarde demais, 
farão parte da maioria, 
restando apenas ossos na carnificina. 
E lá se vão os abutres, devorando, 
voando de novo em busca de outra presa!

~Eudivan Junior

Deixe um comentário