
Perante aos atos contra a PEC da blindagem, e contra a anistia a golpistas pelo Brasil, o povo de João Pessoa tomou as ruas num ato de protesto contra a PEC da Blindagem e em defesa da democracia. O movimento surgiu como resposta à proposta que busca criar obstáculos processuais para investigar e punir políticos acusados de crimes, um texto que muitos chamam de “PEC da Impunidade”. Além disso, os manifestantes repudiaram qualquer possibilidade de anistia para os envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 e nas tentativas de desestabilização democrática.
Os paraibanos foram às ruas para exigir que não haja perdão para golpistas nem blindagem para corruptos. A manifestação criticou diretamente figuras políticas como o deputado Hugo Motta, um dos principais articuladores da PEC no Congresso. Com faixas e cartazes, a população deixou claro que rejeita qualquer retrocesso na legislação que possa proteger investigados ou condenados por crimes contra a democracia e a coisa pública.

A insatisfação popular reflete o temor de que a aprovação dessa PEC represente um grande passo atrás na luta contra a corrupção e a favor da transparência. Muitos veem a proposta como uma manobra para proteger uma casta política desconectada dos anseios da sociedade. O ato em João Pessoa, assim como as manifestações em outras cidades, mostrou que a população está atenta e não se calará diante de tentativas de minar a justiça.
Artistas, movimentos sociais, partidos políticos e cidadãos comuns uniram-se num só coro para defender a legalidade e a ética na política. A cobertura midiática, especialmente da TV Roda de Conversa, documentou a força desse movimento, transmitindo a mensagem de que a sociedade não aceitará a impunidade disfarçada de prerrogativas parlamentares. A mobilização foi um claro recado aos congressistas: o povo não compactuará com acordos que beneficiam políticos em detrimento do interesse coletivo.


João Pessoa, assim como outras cidades brasileiras, mostrou que a democracia se fortalece quando a sociedade se mobiliza. O ato não foi apenas contra uma proposta legislativa específica, mas sim em defesa de um princípio maior: que ninguém está acima da lei e que a justiça deve valer igualmente para todos. As ruas deixaram claro que qualquer tentativa de blindar políticos ou perdoar golpistas será enfrentada com resistência popular e mobilização permanente.







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