
A MP do IOF e a derrota do povo
As digitais do Centrão e da direita estão cravadas na derrota do governo e, sobretudo, do povo brasileiro, com a rejeição da Medida Provisória do IOF no Congresso Nacional. O que se apresentou como uma disputa de bastidores entre Executivo e Legislativo é, na verdade, um ataque direto às áreas sociais, aos programas de inclusão e ao orçamento público voltado à maioria trabalhadora.
A votação expôs mais uma vez a natureza predatória da base conservadora que domina o parlamento. O Centrão, herdeiro do fisiologismo e da chantagem política, agiu em sintonia com a direita neoliberal e bolsonarista para impor um retrocesso fiscal que sangra o orçamento social e favorece bancos, especuladores e grandes grupos econômicos.
Essa não é uma derrota de Lula ou do governo. É uma derrota do povo brasileiro — dos que dependem do SUS, das universidades públicas, da habitação popular, da agricultura familiar, da cultura e da ciência. É mais um capítulo do boicote institucional promovido por quem nunca aceitou a soberania das urnas nem o projeto de reconstrução nacional que está em curso.
O que o Centrão e a direita buscam é travar o país. Impedir que o Estado volte a ser instrumento de desenvolvimento e redistribuição de renda. A luta agora é política e popular: defender o orçamento social é defender o Brasil real — o das periferias, dos trabalhadores e das mulheres que sustentam o país.
O povo precisa estar atento e mobilizado. A derrota no Congresso pode se transformar em resistência nas ruas, nos sindicatos, nas redes, nas comunidades. Porque enquanto o Centrão faz negócios, o povo faz história.




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