
Os servidores públicos voltam às ruas — e com razão. A chamada “reforma administrativa”, disfarçada de modernização do Estado, é na verdade um ataque frontal ao serviço público e aos direitos do povo. O governo e seus aliados no Congresso tentam vender a ideia de eficiência, mas o que está por trás é o desmonte do Estado social, a entrega de funções essenciais à iniciativa privada e o enfraquecimento do funcionalismo que garante saúde, educação e assistência aos mais pobres.
As esquerdas precisam denunciar o caráter ideológico dessa proposta: ela não combate privilégios, mas destrói carreiras e abre espaço para o clientelismo e a terceirização sem limites. Enquanto juízes, militares e parlamentares seguem intocados, são os professores, enfermeiros e assistentes sociais que pagam a conta.
A luta dos servidores é, portanto, de toda a sociedade. Defender o serviço público é defender o SUS, a escola pública, os programas sociais, o acesso à justiça e à cidadania. É preciso ocupar as ruas, as redes e o debate público para impedir que o Estado seja reduzido a um balcão de negócios. A reforma administrativa é o retrocesso disfarçado de modernidade — e a resistência, mais uma vez, é o único caminho possível.




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