
O encontro entre o presidente Lula e Donald Trump ultrapassa o gesto diplomático. Representa o choque entre dois projetos de mundo. De um lado, a velha ordem imperial que insiste em ditar regras, impor sanções e alimentar guerras. De outro, a voz do Sul Global — encarnada no Brasil de Lula — que defende soberania, paz e autodeterminação dos povos.
Quando Lula fala de diálogo, Trump fala de poder. Enquanto o governo norte-americano segue financiando o massacre em Gaza e tentando asfixiar a Venezuela com bloqueios econômicos, a América Latina levanta sua voz por um novo tempo. Um tempo em que a dignidade dos povos não seja negociável.
A tragédia palestina e a resistência venezuelana são espelhos da mesma luta: o direito de existir fora da tutela do império. O Brasil tem papel decisivo nessa virada histórica. Ao afirmar que “o mundo não aguenta mais tanta guerra e tanta fome”, Lula expressa o sentimento das ruas do Sul, dos campos e favelas, das mulheres e trabalhadores que não se ajoelham.
A diplomacia brasileira precisa ser firme, corajosa e latino-americana. A defesa de Gaza e da Venezuela é também a defesa do Brasil soberano, do continente unido e do sonho bolivariano de uma pátria grande. Frente à arrogância imperial, cabe ao Brasil gritar com clareza: nossa América não será quintal de ninguém.




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