Achei o brilho dos talheres
Do reles bule que jà nao ferve/
‘Nem compete com meu samovar./
Achei o alumînio do pote/
Mote do poeta baiano/
Que no ano do rosàrio/
Deduziu ser negro o dicionàrio./
Luz do pejo dos desumanos/
O que acende no preto ufano/
Um amarelo de dor/
Um pàlido amor sem rancor/
Na miscigenaçao do invàlido./
Rancoroso o branco sem forças/
Recusa o singelo botao/
Refuta as chamas acesas/
Em prol das faîscas ligeiras/
Dos longînquos chamados do sol.

Sao Paulo, 9 de Maio de 2025

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