
Amo o vento que refresca a alcova/
Dos pesadelos da noite/
Das angùstias dos dias/
Sem manhas/
Sem pias/
Sem desjejum/
Sem alegria/
Com cabisbaixos queixumes/
E uma merenda de nababo./
Mas se nao saio contigo/
Pois preferes pensar em teu jazigo/
Que te prender a uma orquîdea deslumbrada,/
Que desconhece essa certeza da morte/
Para que queres
consorte/
Se te atrelas à tristeza?
À nao beleza da vista?
Amo o vento fresco do quarto/
A soprar o ar que nao sentes/
Estàs demente e sem luz/
Tua alcova é sempre escura/
E o sopro da natura/
É tua voz/
É tua cruz.//
SP, 15/06/2025.




Deixe um comentário