“Não é guerra contra cartéis — é guerra contra nações.”
Da Venezuela à Colômbia, o plano é o mesmo: intimidar, cercar e submeter governos soberanos sob o pretexto da “luta contra o narcotráfico”.
O envio de porta-aviões, operações secretas da CIA e ataques “cirúrgicos” contra embarcações venezuelanas escancaram uma nova etapa da ofensiva imperialista dos Estados Unidos. Trump — em sua versão mais brutal e populista — tenta reacender a doutrina Monroe, transformando o Caribe em tabuleiro de guerra e as nações latino-americanas em peças descartáveis de sua política de poder.
Por trás da retórica moralista e do discurso de “segurança hemisférica”, o que se move é a máquina da guerra, a cobiça pelo petróleo venezuelano, o controle geopolítico da Amazônia e a sabotagem de qualquer projeto de integração autônoma da região.
Mas a América Latina conhece bem esse roteiro: golpes disfarçados, sanções econômicas, cerco diplomático e, quando necessário, a força bruta. É o mesmo manual usado no Chile de 73, em Granada, no Panamá, e agora reapresentado com drones, fake news e mercenários.
A resposta não pode ser o silêncio nem a neutralidade. É hora de resistência ativa e unidade continental. Porque quando Trump ameaça a Venezuela, ele ameaça também a Colômbia, o Caribe, o Brasil — ameaça todo o sul que ousa sonhar livre.
A soberania latino-americana não se curva. Ou nos unimos agora, ou seremos dominados um a um.

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