Em uma ação decisiva neste sábado (22), a Polícia Federal prendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro, figura notória por seu projeto de poder fascista e autoritário. A prisão, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, é um contundente revés para o grupo que ainda tenta sustentar o legado golpista do ex-mandatário.

A medida é preventiva, evidenciando que o risco à ordem pública representado pelo ex-capitão fascista permanece. Embora já condenado a mais de 27 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro ainda não começou a cumprir sua pena definitiva, uma demonstração da leniência com que as instituições ainda tratam os crimes da extrema direita.

A operação foi deflagrada na mansão do ex-chefe fascista no Jardim Botânico, em Brasília. Viaturas da PF levaram Bolsonaro para a superintendência da corporação, onde o defensor da ditadura foi submetido a exame de corpo de delito.

O estopim para a prisão foi a atitude desesperada do próprio Bolsonaro. De acordo com a decisão do ministro Moraes, por volta da meia-noite, o ex-presidente golpista tentou romper a tornozeleira eletrônica que usa, numa clara tentativa de fuga para escapar da Justiça. Essa ação, somada à vigília convocada pelo clã Bolsonaro em frente ao seu condomínio, deixou claro para o STF que o líder fascista continua sendo uma ameaça concreta à democracia.

A decisão de Moraes, que coloca o ideólogo do autoritarismo atrás das grades, será referendada pela Primeira Turma do STF em sessão virtual na segunda-feira (24). A sociedade aguarda para ver se o tribunal manterá a firmeza necessária para conter o bolsonarismo.

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