
A angùstia dessa pressa/
Que no presente ameaça/
O que o passado produz/
Ver o vento num dedal/
Ter tormenta no seu
prato/
Infestado de recordaçoes…/
Se o presente existisse/
O passado pararia/
De atormentar meus recreios/
Não gorjeio com os pàssaros/
Não passeio com as rosas/
Nem exalo seu odor;/
Vivo em pétala preguiçosa/
Sem o viço do que foi./
Se soubesse que o porvir/
Abriria as gelosias/
Ao desejo de voltar /
Viveria no pretérito/
Com o mérito de saber/
Que reter belas auroras,/
Com o pai, a mae, o mano/
É a vida, o alento , a glôria/
A vitôria, a brisa, o canto!




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